quinta-feira, 30 de abril de 2009

Faz tempo que não falo sobre amor. Aquele carnal mesmo. E vou continuar sem falar diretamente por falta de conhecimento, por falta de memória, acho que já não consigo lembrar de como é se sentir realmente amando alguém (amado um pouco menos). Todas as informações que eu tenho sobre isso parecem se apagar dia-a-dia e serem preenchidas por algo de muito racional. Isso me assusta às vezes, mas logo após é revertido em esperança. O que me faz sentir garantia de que não corro risco de virar coração de gelo. Seria péssimo. Eu vou insistir a vida toda em acreditar em amor pra sempre (sigo a teoria de que é sim pra sempre, que o que pode acontecer é virar outro tipo quando a paixão e a vontade de estar junto acabam) e algum tipo de príncipe encantado que junte as folhas do meu caderno quando eu deixar tudo cair sendo estabanada do jeito que realmente sou. Ou mesmo um que seja sapo e vire um deus grego quando receber um beijo. Ou ainda… Ai. Existem tantos. Eu só não sei onde foram parar ou se andam brincando se de esconder ou se enganando se fazendo de metidos esperando serem descobertos em alguma parte dessa vida. Procuro não pensar. Vai que começo a pirar (: mas não é brincadeira. Esse papo merece cuidados especiais e um controle todo especial. Por sinal esgotei minha cota do dia. Beijos

domingo, 26 de abril de 2009

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parece que quando a gente fala em vida nova tudo tem que ser bonito e planejado e perfeito. melhor ainda se começar numa data marcante como no primeiro do ano, senão conseguir então que seja o primeiro do mês ou então no mínimo que pelo menos seja segunda-feira. tudo bobagem. começa hoje se pensou em mudar, sacode a poeira e tira todo velho-não-mais-usado que habita teu corpo! renova o que for necessário. toda hora é hora. acordei as 4 da manhã hoje e pensei nisso. se vai ser útil pra mais alguém que não eu, já é outra história. e pensando bem, nesses tempos modernos, onde todos pensam demais e há dissertações fantásticas que tentam entender e buscam explicar todas as dores, amores, rancores e etc do mundo... eu me sinto pequena.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ao meu herói

amar e se sentir amado trás uma força sobre-humana. quem ama ultrapassa a barreira de todos os mundos pra ficar junto (ultimamente ando sabendo bem sobre isso). quem ama deseja mostrar o melhor de si a quem é amado e acaba mostrando pra todo mundo. quando é verdadeiro quase-foge do abstrato, eu diria. ou foge mesmo, dependendo do ponto de vista. agradeço por ser toda amor. agradeço por todos que me atribuem e me fazem sentir protegida (tipo com uma capa) em todas as circunstâncias por sentir transbordar de tanto sentimento. agradeço quem me ensinou a amar me transmitindo tudo que havia de mais precioso no seu ser. agradeço por viver e poder continuar. continuo por quem hoje mora só no meu coração e não mais aqui no mundo dos ditos justos e injustos - mas que tenho certeza que de alguma forma pode me olhar e se orgulhar, ver que de fato e no máximo que pude absorvi tudo de bom que tinham pra me passar. continuo por quem continua junto e precisa de uma mão pra segurar. continuo por ter essa mão que me segura sem nem pensar.
amar trás confiança. amar dá segurança. amar é felicidade, tristeza, felicidade, mas é sempre sentimento. é movimento. é viver.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eu queria um incentivo. Alguém que me dissesse que eu ainda posso mesmo depois de achar que já não tenho mais força pra encarar os meus tombos como ela tantas vezes fez. Tenho saudade de sua voz dizendo que me ama e que sou seu orgulho, tenho saudade de ouvir que vivia por mim (e porque as coisas não puderam permanecer como estavam?). Tenho saudade daquela segurança que só sentia com ela, da sensação de sossego que trazia pro coração quando me jurava que tudo ia ficar bem e que tudo ia passar seja lá o que fosse, porque estávamos juntas e distância nenhuma poderia mudar isso. Nossos corações sempre lutaram pra permanecerem colados um no outro, a vontade era tanta de estar perto que não tinha empecilho, nunca houve espaço para ausência. A saudade me consome, me machuca. E eu não te tenho por perto pra curar minhas dores. Me sinto perdida, me falta grande parte do ser. Te amo, mãe.

"...Por toda minha vida..."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Saudade

"...Quem sabe o que é ter e perder alguém..."

Tudo está no lugar por aqui menos quem eu queria que estivesse. Não dá mais pra tocar, só pra sentir. Vai ver que é por isso que hoje ganhei aquele abraço gostoso em sonho. Aquele igualzinho como nos prometíamos dar da próxima vez que nos veríamos: de rolar na grama. Parece mentira. Eu queria tanto que realmente fosse. Não consigo encontrar consolo, não acho explicação, nada parece fazer sentido. Sonhos interrompidos, saudade sem fim. Logo quando tudo parecia estar certo pra um "recomeço" feliz, o destino veio e afastou um dos meus bens mais preciosos. Eu quase-pude-tocar aquele momento que não cheguei a viver. Quase pude sentir aquela felicidade por completo. Quase pude ME sentir completa. Quando pisquei tudo tinha desmoronado na minha volta.
Não acho mais integridade em mim, me sinto corrompida demais por essa dor. Meu coração foi submetido a um ataque covarde e sem precedentes. Muito se fala em algum tipo de lição que venha com tudo isso ou alguma coisa boa prometida pra um futuro próximo ou distante. Eu gostaria mesmo é de saber, porque o ser humano justifica suas feridas através dessa filosofia de beira de esquina. É como se fosse preciso sofrer pra no futuro vir algum tipo de prosperidade. Tipo o "o preço que se paga" - e é caro demais pra minha aceitação. Hoje eu posso afirmar com toda certeza do mundo que nenhuma felicidade vai ser completa a partir de então. Sempre vai existir aquele vazio.
São tantas decisões. Cada dia me sinto menor. Cada novo dia é uma nova angústia, mas eu vou conintuar lutando e sei que vou ser bem guiada. Por acreditar nisso. Por sentir que meu coração virou moradia de fato que ganho forças. Por tudo que passamos, por tudo que vivemos, por tudo que planejamos. Te amo, mãe.