Descobri a minha vontade. Sabem aquela ansiedade que dá de fazer alguma coisa que a gente não sabe o que é? Pois é. Acabei de descobrir a minha. Queria hibernar. Sair de circulação durante um tempo, mas que as coisas ficassem nos seus devidos lugares (congelassem) de alguma forma que eu não perdesse nenhuma pontinha de vida aqui fora, mas desse a minha alma o descanso que ela tem implorado já durante algum tempo e que meu subconsciente responde negativamente sem nem ao menos me consultar. Dessa vez passei a perna na consciência. Fui mais rápida. A minha solidão precisou impor sua vontade de existir. E agora eu me pergunto? Que diferença isso fez se ninguém vai parar junto comigo? Se essa máquina que chamamos de mundo tem pessoas demais pra que uma idéia seja aceita com unanimidade? Nunca é demais i para buscar nos conhecermos melhor e ficarmos a par do que nosso corpo pede. A partir de então podemos seguir algum caminho, acrescentar algo novo que dê ãnimo. Podemos buscar soluções para amenizar aquilo que não está muito bom. Sempre lembrando que tristeza e outros sentimentos-não-tão-bons são totalmente equivalentes com a alegria, por exemplo (e aquela porção de outras sensaçãoes que nos enchem o coração). Qualquer sentimento, seja ele qual for, tem sua razão de existir e se fazer pulsar. Talvez tenha parecido um pouco auto-ajuda. E de fato foi. Mas não que sirva pra alguém além de mim. Se servir, estou no lucro!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"tudo toma um rumo correto com o decorrer do tempo". E no fundo eu sempre soube, mas quando estamos mergulhados em um tormento, mesmo tendo a certeza dentro de si que vai passar um dia, a angústia bate a nossa porta pelo caráter indeterminado da sensação de correr, correr e nunca chegar onde se deseja. Pois bem, agora eu vejo mais cores, escuto mais sons, leio mais palavras bonitas, presto mais atenção nas pessoas, nos jeitos, nas essências. É o começo ainda do arco-íris e não tenho a mínima pressa de chegar ao final pra pegar logo o pote do ouro, sabe. Quero saborear cada momento, cada passo, cada instante de um bem-estar que já não sentia.
domingo, 2 de agosto de 2009
eu implico por esporte. assim como ele faz comigo, mas no fundo tudo isso não é outra coisa que não amor. um amor todo de verdade, todo cheio de cumplicidade e de altos e baixos como todas as formas de amar são. eu quase nunca assumo, tampouco falo. mas de qualquer jeito, sempre sinto. é umas das únicas pessoas que eu ainda me importo com o que acha das decisões e atitudes que eu tomei, dos estragos que eu causei e das estratégias que planejei para viver. tudo isso, porque tenho medo que se decepcione e canse de não me socorrer sempre que preciso e não queira mais rir comigo e nem me contar mais todas as suas histórias que eu não canso de ouvir. é. acho que isso é amizade mesmo. obrigada por todo esse tempo comigo, sempre do meu lado.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Acabei de gastar meio pacote de lenço com meu pranto. E o pior de tudo é que eu sei que a minha insegurança, o meu medo e a minha ansiedade não caíram com as lágrimas. Esses sentimentos permanecem intactos em mim por tempo indeterminado. Tenho me questionado se é possível acontecer de amar um só alguém durante a vida, pelo que tenho vivido até o presente momento me forço a acreditar que sim. Se é bom ou se é ruim eu não posso saber. Se soubesse seria mais fácil tomar alguma atitude para amenizar as confusões. Do que eu tenho certeza é do teu sorriso, que só de existir, faz surgir o meu pra acompanhar. Da tua mão que quando passa no meu rosto, no meu cabelo e no meu corpo me faz crer que nunca deixou de me amar. Do meu coração que bate acelerado só de pensar que eu vou te ver e daquele frio na barriga - tão clichê -, que é o sintoma principal de uma paixão quando faz morada em nosso ser. E no meio de tantas certezas, a maior das incertezas. Como posso saber se tudo isso é mesmo verdade ou se é apenas fruto da minha imaginação pra proteger minha alma de algum tipo de frustração? Não acredito que pensar nisso vá resolver. Sei que chorar não faz mudar. O que de verdade eu não sei é ser muito diferente disso. E olha que eu tento...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Algumas vezes me pego pensando nessa necessidade de renovação. Sinto que me reciclei, que hoje já não sou a mesma de ontem, pelas alegrias e tristezas que acumulei de uns tempos pra cá. É incrível como tanto as situações corriqueiras como as mais inesperadas sejam elas ruins ou boas nos trazem grandes lições e nos fazem crescer, pensar diferente e no mínimo rever os conceitos que temos sobre tudo que vivemos. No meio de tudo isso também, me sinto marchando na contra-mão. As pessoas não se dão ao direito de mudar e não aceitam as mudanças das outras. Parece que se o fulano defende até então uma determinada idéia deve morrer defendendo-a - mesmo que no meio do caminho se perceba alguma contrariedade -, senão este não é confiável e trai seus ideais. Ora, então devemos persistir no que não mais acreditamos pra comprovar nossa lealdade ao demais? Ao que me parece o que implica essa dificuldade de transformação é o olhar de quem me rodeia. Sinto que não estou completa se não sou entendida pelos que me cercam. Se estes não enxergam algo novo em mim, me faz pensar que é uma coisa só minha e que talvez nem seja real, que seja inventada na minha cabeça pra fingir ser alguém que gostaria de ser. Refletindo sobre isso que me vem a vontade de agregar uma outra mudança à que já foi feita mentalmente, que é a mudança física. Ir para um lugar novo onde tenham pessoas novas e que de fato conheçam a nova Paula (que é tão difícil de ser vista pelos olhos de quem conheceu a antiga). E quando eu falo em nova não quer dizer que abandonei tudo pra me reencarnar em um corpo neutro e muito menos que abdiquei de toda uma vida. O nova tem caráter adicionante e somente corta as atitudes e pensamentos que já não são mais adequados à minha vida atual. Não sei se me fiz entender, mas me sinto melhor agora. A prática da tentativa de pôr em ordem os pensamentos ajuda
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